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Se você achava que o valor pago pelo Facebook para comprar o Instagram era exagerado, saiba que Zuckerberg estava disposto a pagar ainda mais por outro serviço, mas recebeu um “não” como resposta.

O Facebook ofereceu pelo menos US$ 3 bilhões pelo Snapchat, segundo o Wall Street Journal, mas o Snapchat simplesmente recusou.

O Snapchat é um app de troca de mensagens, mas não exatamente como Whatsapp ou Facebook Messenger. Nele, você pode enviar imagens para seus amigos – e até fazer algumas anotações nelas. Segundos após o destinatário ver a imagem, ela é apagada. Parece algo besta, mas a ideia ganhou bastante força entre jovens – fez com que o Facebook lançasse aquele app “Poke”, que fazia praticamente a mesma coisa.

Vale a pena pagar US$ 3 bilhões pelo Snapchat?

Não é de hoje que o Facebook aposta alto em imagens. E não só pelo valor pago pelo Instagram. Em qualquer conferência da rede social, Mark Zuckerberg vai, em algum momento, destacar os números de fotos enviadas diariamente pelos usuários para o Facebook.

Em setembro, o Facebook dizia receber 350 milhões de novas fotos diariamente. É o mesmo número divulgado pelo Snapchat. E como Ryan Tate, da Wired, destaca, o Instagram hoje recebe 55 milhões de fotos por dia – quando foi comprado pelo Facebook, ele tinha apenas um quinto desse tamanho. Então o Facebook pode pensar em um crescimento parecido para o Snapchat nos próximos anos – e isso colocaria a rede de Zuckerberg como um nome gigante no mundo das fotos digitais.

Mas não é só isso. O Facebook está perdendo popularidade entre o público jovem – nas faixas etárias em que o Snapchat é forte. O motivo é simples – no Facebook, além dos seus amigos, também estão seus pais, tios, avós, enfim, a sua família. E jovens não gostam disso, eles querem separar o mundo familiar do círculo de amigos.

No Snapchat, além das fotos irem apenas para quem você escolhe, elas duram pouco tempo. Não há registro do que você faz lá dentro, ele é apagado depois de segundos.

Assim, podemos entender que a obsessão do Facebook por fotos e a sua queda entre o público jovem fizeram executivos da empresa entenderem que sim, vale a pena fazer uma proposta desse tamanho pelo Snapchat. Mas eles provavelmente não contavam com a recusa do outro lado.

snapchat

Vale a pena recusar uma oferta de US$ 3 bilhões?

O Snapchat foi fundado em 2011 por estudantes da Universidade de Stanford, e seu CEO, Evan Spiegel, tem apenas 23 anos. O Snapchat é gratuito e não tem nenhum tipo de anúncio – ele simplesmente não tem receita. Atualmente, a empresa conta com 20 funcionários.

Um belo dia o Facebook bate na porta do Snapchat e oferece US$ 3 bilhões. O Snapchat recusa.

Como?

Evelyn Rusli, do WSJ, listou alguns dos possíveis motivos que levaram à recusa.

O número de usuários do Snapchat – e a atividade deles dentro da rede – está em crescimento, e eles estão cada vez mais fieis ao serviço. As 350 milhões de mensagens trocadas por dia representam o dobro da atividade de alguns meses atrás. O serviço também ganhou novos recursos – recentemente, a função “Stories” foi incorporada, permitindo a troca de sequência de imagens que contam uma história (para mostrar como foi a sua noite, por exemplo) e desaparecem após 24 horas. Além de crescer, o Snapchat investe para atrair ainda mais gente, e aumentar ainda mais o engajamento dos seus usuários.

É difícil imaginar como o Snapchat pode ganhar dinheiro – enfiar anúncios, por exemplo, espantaria os usuários, e a graça dele está exatamente na privacidade e efemeridade. Você sabe que aquela foto não vai durar muito tempo, e por isso escolhe compartilhá-la por lá. A não ser que seus cofundadores tenham algum plano brilhante, isso faz com que a recusa da oferta seja inexplicável – como rejeitar tanto dinheiro por algo que ninguém sabe como pode se tornar lucrativo?

Mas pode ser que sim, os fundadores do Snapchat têm um plano brilhante na manga (ou ao menos uma esperança). O Snapchat tem força em um mercado visto como fundamental pelo Facebook (e outras empresas) para o futuro: troca de mensagens e imagens por jovens. E o Snapchat sabe disso – sabe que é um player importante em um mercado em expansão. Então por que aceitar a proposta agora, em meio ao crescimento da rede e entendendo a importância para o futuro, sabendo que daqui a pouco pode vir algo maior?

O fato é que, em vez de compartilhar a vida com todo mundo no Facebook, os jovens preferem enviar uma ou outra coisa para alguns amigos sabendo que eles não poderão ver aquilo por muito tempo. A privacidade voltou a ser algo grande para eles. E o Facebook, hoje, é o oposto disso. [Wired, WSJ 1, 2]

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